

DO BAHIA TODO DIA | 03/07/2012| 13h00
A sessão desta terça (3) da CPI do Cachoeira foi encerrada às 11h40 devido à ausência das quatro testemunhas chamadas a depor.
O policial aposentado Joaquim Gomes Thomé Neto, suspeito de fazer gravações ilegais e acessar correspondências privadas a mando de Cachoeira, apresentou um atestado médico e foi dispensado.
De acordo com o atestado, o policial aposentado se submeteu recentemente a um cateterismo com colocação de stent para desobstrução de uma artéria. Ele aparece em conversas com Idalberto Matias de Araújo, o Dadá, apontado pela Polícia Federal como um dos principais auxiliares do bicheiro. De acordo com as investigações, Dadá pode ter contratado Thomé Neto para monitorar ilegalmente o e-mail do deputado Fernando Francischini (PSDB-DF), que é delegado da Polícia Federal.
Já a comerciante Rosely Pantoja da Silva não foi localizada pela CPI para ser notificada da oitiva. Ela, portanto, não compareceu à comissão. Rosely seria sócia da Alberto e Pantoja Construções e Terraplanagem. Segundo a PF, a empresa é fantasma e a suspeita é de que pertenceria ao grupo do bicheiro Carlinhos Cachoeira.
Ainda segundo as investigações, a Alberto e Pantoja teria recebido depósitos da construtora Delta. A secretaria da CPI informou que Rosely não foi encontrada para ser notificada sobre o requerimento de convocação.
Outra testemunha que não compareceu é o presidente do PT do B de Goiás, Edivaldo Cardoso de Paula, que aparece em conversas telefônicas com Cachoeira. Segundo o presidente da CPI, Vital do Rêgo (PMDB-PB), Edivaldo informou que está em viagem e que, portanto, não poderia comparecer. De acordo com o senador, o depoente se colocou "à disposição" para falar na comissão em outro dia.
Edivaldo é ex-presidente do Departamento Estadual de Trânsito (Detran), de Goiás. Ele aparece em gravações da PF garantindo o repasse de verbas do governo estadual para uma das empresas do bicheiro.
Por fim, faltou à reunião da CPI, sem dar explicações, a empresária Ana Cardozo de Lorenzo, que seria sócia de uma empresa de pesquisa contratada pela campanha de Marconi Perillo (PSDB) pelo governo de Goiás, em 2010. De acordo com as investigações, ela teria recebido como pagamento cheques da Alberto e Pantoja.
Com isso, Vital do Rêgo encerrou a reunião e disse que todas as testemunhas que faltaram serão "reconvocadas".
O senador informou que a reunião administrativa da CPI, prevista para esta quarta (4), será adiada para quinta (5). O motivo é a votação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do pedido de cassação do senador Demóstenes Torres (sem partido-GO).
O parlamentar de Goiás teve o requerimento de cassação aprovado por unanimidade na semana passada pelo Conselho de Ética do Senado. Agora, caberá à CCJ verificar se o julgamento respeitou todos os requisitos legais, como amplo direito de defesa e devido processo legal.
Na reunião administrativa da CPI,remarcada para quinta (5), poderá ser votado requerimento de convocação do prefeito de Palmas, Raul Filho (PT), que aparece em um vídeo divulgado pelo "Fantástico" negociando doação de campanha com Cachoeira.
Esta é uma entrevista para deixar bem nutrido de saberes qualquer cidadão, principalmente o soteropolitano. Numa abordagem corajosa, sem medos de possÃveis "conflitos" com setores organizados da sociedade, aliás, como deve ser da natureza de todo intelectual, o professor de Geografia da UFBA, ClÃmaco Dias, trata de maneira saborosa, pois é saber e sabor andam juntos, temas pertinentes à condição humana na cidade do Salvador, além de falar de polÃtica, feminismo, luta negra, Carnaval e outras caracterÃsticas da nossa querida metrópole e de sua gente. Tudo isso, com pitadas de muito bom humor, o que, talvez, seja a principal caracterÃstica desse sergipano, de há muito já considerado baiano, ou uma espécie de isca para que os vários conhecimentos que detém, e que sabe expressar com maestria, nos envolva não só pela cabeça, como também pelo gastro. Leitura imperdÃvel. Boa leitura. Por Edson Miranda
O jornalista Paulo Nogueira escreveu artigo em que denuncia a falta de ética do STF e da Rede Globo, ao descobrir que o Tribunal pagou a viagem de uma repórter da empresa à Costa Rica. É um fato que explica porque certas declarações de Barbosa ganham tanto impacto midiático. Vale a pena ler e se informar por vias diferentes das tradicionais.
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