

BAHIA TODO DIA - Por que o senhor quer ser, mais uma vez, prefeito de Salvador?
Mário Kertész – Porque eu acho que a cidade de Salvador está vivendo um momento muito difícil, e considero que o fato de ter tido longa carreira de vida pública como Secretário de Planejamento aos 26 anos, depois trabalhado no Governo Federal, sendo prefeito duas vezes e radialista há 18 anos, fazendo programa durante seis horas ao vivo, eu hoje tenho conhecimento e experiência sobre a cidade, que considero que pode contribuir muito para que a gente possa sair da (atual) situação. Além do mais, como eu não pretendo reabrir a minha carreira política, pretendo apenas me candidatar a Prefeito de Salvador e, se eleito, não aceitar nenhuma tentativa de partir para reeleição ou me candidatar a deputado federal, senador ou governador , e tendo construído dentro do meu partido, o PMDB, uma aliança que eu não vou ter que dividir o poder com vários partidos, como vem acontecendo no plano federal e estadual, com resultados negativos, eu acho que tenho proposta que, se a população de Salvador entender, será uma proposta interessante. A melhor para a cidade porque me permitirá, inclusive, ao chegar à prefeitura, se isso acontecer, a vontade de fazer com que a lei seja cumprida mesmo que isso crie algumas insatisfações, alguns desagrados por parte da população.Portanto, eu não tenho medo de perder popularidade, não terei necessidade de começar já no primeiro dia (do mandato) já pensar em reeleição e, portanto, começar a fazer conchavos com partidos e com políticos.Eu acho que isso é o que a cidade de Salvador precisa neste momento. Um prefeito que tenha experiência, competência, capacidade inovadora e que não esteja preso a esse arranjo político que se fez na Bahia, no Brasil com resultados extremamente negativos.
BTD – O senhor acha que quatro anos são suficientes para equacionar os problemas de Salvador ou parte deles?
MK – Equacionar, sim, você disse bem, mas não pra resolver todos. Resolver muitos, equacionar a maioria. Veja bem, essa historia de que precisa de oito anos não é verdade. Às vezes você passa oito anos e não resolve nada ou não consegue avançar, que é o caso atual do Prefeito de Salvador. Então, eu preciso que a gente confie na capacidade das pessoas se renovarem e entrar um novo grupo para dirigir a cidade. Não tem que ter essa coisa de reeleição. Eu sou absolutamente contra o instituto da reeleição porque faz essa distorção. Não há governo que não sente na cadeira, no primeiro dia, do primeiro mandato, que não esteja pensando na reeleição. E aí isso dificulta muito o trabalho dele.
BTD – O senhor é grande crítico do prefeito João Henrique. O senhor poderia enumerar os pontos negativos dessa gestão?
MK – O principal ponto que eu vejo, para não entrar em todos porque seria muito cansativo, é ele ter deixado a cidade sem nenhum planejamento e a cidade completamente sem lei. Hoje você faz o que quiser em Salvador. As leis municipais, nenhuma delas, esta sendo obedecida. Daí o caos que a gente esta vivendo. E não adianta ele gastar uma fortuna de publicidade para tentar agora no final criar uma imagem que não existe. É uma prefeitura desastrosa.
BTD – Nesses quase oito anos de gestão, o senhor consegue encontrar algo positivo?
MK – (pensa um pouco) Deve ter.
BTD – Deve ter, mas o senhor não consegue ver...
MK – Estou conseguindo, sim. Por exemplo, quando doutor José Carlos Brito deu uma melhorada na Secretaria Municipal de Saúde no próprio funcionamento e nas correções de várias distorções. Aliás, o PMDB quando esteve na prefeitura foi quem deu uma levantada na prefeitura, tanto que permitiu que ele fosse reeleito. Ele estava no chão. Eu não estava no PMDB naquela época. Sempre fui crítico dele, desde a candidatura do primeiro mandato, porque achava que ele não tinha condições de ser Prefeito de Salvador. Quando ele foi eleito e eu continuei criticando, muitas pessoas ligavam para cá (rádio Metrópole) perguntando se eu tinha alguma coisa pessoal, se era briga com João Durval? Se era pessoal.
BTD – Por que o senhor enxergava que ele não seria um bom prefeito?
MK – (risos) A carreira dele de deputado que conseguia aquela votação extraordinária era uma carreira eminentemente midiática. Chegou a um ponto que um ouvinte na época de uma novela, que eu não sei o nome, chamou-o de Odete, porque tinha um personagem...
BTD – Da novela Vale Tudo?
MK – Não, foi recente. Foi uma que passou quando foi criado o Piscinão de Ramos (no Rio de Janeiro).
BTD - O Clone.
MK - Isso. O clone. Tinha um personagem da novela que toda vez que ia tomar banho, o mote dela era assim: ‘cada mergulho um flash’. Um ouvinte entrou no ar e disse ‘vamos chamar o prefeito de Odete, porque cada liminar é um flash’. Então, ele fez liminar contra as multas, contra taxa de lixo e de iluminação. Ele agora cobra multa, ele cobra taxa de lixo e de iluminação. Você vê que é uma coisa vazia, midiática de fazer apenas espuma, sem nenhuma consistência. Prometeu fazer o Parque Atlântico onde é a sede do Bahia (Boca do Rio) incorporando parte do Aeroclube e não fez. Não faz nada, mas aparece na televisão. Chama, convoca a Polícia Militar para combater a urina nas ruas e não colocou sanitário público.Ele se satisfaz com aquele momento. Está lá o pessoal (imprensa), que tira a foto dele, que sai na imprensa, da entrevista à TV e pronto. Não tem compromisso com nada. É demais isso! Dá para perceber que era tudo muito vazio. E é uma pessoa que não conhece a cidade do Salvador. Ele pode pensar que conhece, mas não conhece. Ele não sabe o que é Salvador. E ele teve, com exceção da época do PMDB, uma equipe de péssima qualidade.
BTD – O senhor voltou a falar no PMDB, o senhor acha que o eleitor vai entender que o senhor é candidato de oposição, já que João Henrique foi do PMDB, partido que o ajudou na reeleição, ou vai ficar confuso sobre quem é, de fato, o candidato de oposição?
MK - Não, não fica confuso. A oposição só tem eu (como candidato). Uma parte (da gestão de João Henrique) está apoiando Pelegrino (PT) e a outra, ACM Neto (DEM). Eu sou o único que estou falando de João Henrique, para irritação dele. Soube que ele fica muito irritado, mas o problema é dele. Vá tomar mais calmante. Mesmo que digam que o PMDB estava no governo, mas eu não estava no PMDB. Minha trajetória toda, no governo de João Henrique, foi de oposição. Eu sou oposição mesmo. Não tem conversa. Tanto para Neto quanto para Pelegrino serem coniventes ou complacentes ou ignorar João Henrique é um crime que eles cometem contra a cidade, porque o que este rapaz fez na prefeitura não é para passar batido.
BTD – Já se fala que João Henrique tem projetos para as eleições de 2014
MK - Quem tem boca fala qualquer coisa...
BTD – O senhor falou que Salvador não cumpre lei. O senhor se posicionou contra a justiça que suspendeu a Lei de Ordenamento, Uso e Ocupação do Solo (Louos). Houve um debate grande na cidade, as pessoas não queriam que a Louos tivesse sido aprovada da maneira que foi. Por que o senhor defende que a Justiça não suspenda à Louos?
MK - Vou explicar pra você. Não é exatamente como está escrito ou como você esta interpretando. O Ministério Público achou que tinham coisas ali que não estavam corretas. Entrou com pedido na Justiça para suspensão da Louos. Só que o MP não pediu a suspensão da lei toda. Pediu suspensão dos artigos que achava importante suspender. Nisso, eles esqueceram de pedir a suspensão de um artigo que dizia o seguinte: fica suspensa a antiga Louos de1984. Então, o que eles queriam na está valendo, mas esse artigo está valendo.O que significa que a cidade hoje não tem nenhuma lei que estabeleça o ordenamento e uso do solo porque o artigo que suspendia a lei anterior ficou na nova. Com isso, causa esse caos, de eles terem que suspender 12 mil e tantos alvarás dos quais, 133 só de construção. O resto é de funcionamento. De agência de banco, agencia de automóvel, padaria, armazém, seja o que for. Então, na realidade, eu não estou defendendo isso ou aquilo, estou defendendo que do jeito que foi feito não pode ser feito mesmo porque deixou a cidade sem a lei de ordenamento e uso do solo, a cidade hoje não tem.Então, nós ficamos com a Sucom parada, a cidade parada. O prejuízo econômico para Salvador com isso é enorme. E o Prefeito só foi acordar hoje. Eu venho falando isso desde a semana passada, ele só acordou hoje (segunda-feira,9) no programa do meu amigo Varela. Diz que vai a Brasília resolver. Não sei como ele pretende resolver em Brasília, se em Brasília ele disse que ia resolver o Aeroclube não resolveu. Ia resolver as Praias e não resolveu. Tudo esta ai parado.
BTD – O seu programa de governo contempla o quê? Qual é o foco?
MK – Tem três vetores principais. O primeiro, gestão. A implantação de uma gestão competente. Segundo, desenvolvimento econômico. A cidade vive basicamente de turismo. Ela terá que viver de turismo e tecnologia. Nesse projeto de desenvolvimento econômico tem vários projetos. Entram aí mobilidade urbana, trânsito.... O terceiro pilar chama-se desenvolvimento comunitário. Salvador tem hoje 163 bairros e 630 micro- comunidades. Esse projeto visa trabalhar cada uma dessas comunidades para desenvolver o espírito comunitário e tentar definir o que cada micro- comunidade precisa para viver, melhorar para trabalhar. Esses são os três pilares básicos da minha administração. Dentro disso, vamos ter vários subprojetos.
BTD - Na sua segunda gestão (1986 a 1989), o senhor criou o projeto Bonde Moderno e ele não vingou. O que aconteceu?
MK – Esse projeto de transporte de massa de Salvador eu comecei a desenvolver quando fui Prefeito pela primeira vez, entre 1979 e 1981. Não foi para frente porque naquela época Antonio Carlos Magalhães não quis me ajudar a fazer porque achava que se fizesse quem ia aparecer politicamente era eu e não ele. Quando fui eleito em 1985 e tomei posse em 86 para três anos de mandato tampão, eu então fiz todo o projeto de VLT contemplando os principais corredores, inclusive o Centro da cidade. O projeto estava pronto, nós começamos e deixamos a Avenida Mário leal (Bonocô) toda pronta para receber o veículo e a Vasco da Gama Chegamos até a fazer várias passarelas ligando bairro a bairro e fizemos também alguns viadutos. Quando chegamos na parte mais importante que seria financiada por bancos ingleses naquela época, Sarney (presidente entre 1985 e 1990) decretou a moratória do país, com isso, foram suspensos todos os empréstimos. Então, tivemos que parar. O meu sucessor (Fernando José) assumiu com o compromisso de dar continuidade, só que ele não quis. Depois Lídice da Mata também não quis. Depois Imbassahy resolveu mudar o projeto e fazer com carregamento mais pesado – o metrô -, e trabalhou para isso.Aí você vê a dificuldade, aí começa a via crucis desse metrô. Eu achava que devia ser VLT, mais leve, mais barato, mais fácil de fazer e mais rápido de fazer. Daí entrou João Henrique e resolveu levantar a pista do Bonocô sem necessidade, ele deu mil desculpas (para justificar a alteração), mas não tem a menor necessidade, aquilo ali foi para faturar mais para as empresas, aumentar o contrato. Então, a história é essa, tanto que, voltando à prefeitura, eu vou voltar com todos esses projetos.
BTD - O senhor acredita que essa novela terá um fim?
MK - Tem que ter um fim. Agora, o Governo do Estado está com esse projeto da linha dois do metrô... espero que saia. Eu não faria o metrô ali. Eu faria o VLT, muito mais leve, na superfície. Com o metrô, aquela avenida (Paralela) que é bonita vai virar um anel ferroviário. Vai ter que ter proteção de um lado e do outro para as pessoas não atravessarem. Não sei como vai ficar paisagisticamente dentro da cidade, além de ser um custo elevado. Mas essa decisão é do Governador. E ele a tomou. Vamos esperar que chegue a um ponto.
BTD – O senhor é do PMDB e fez aliança com o PSC. Como vai ser a montagem da equipe, caso o senhor ganhe?
MK – Quem vai montar a minha equipe sou eu. Eu tenho quadros. Inclusive, vou buscar os mais competentes. Tenho quadros que trabalharam comigo e vou buscar os mais competentes sem nenhuma indicação política. Tem muita gente boa que está ‘escanteada’. Não vou aceitar nenhuma indicação política
BTD – E a relação com a Câmara, como vai ser?
MK - A melhor possível, como eu sempre tive. Agora, não na base de troca de cargos ou troca de qualquer outra coisa. Vereador precisa trabalhar para a comunidade dele, eu vou lá e ajudo na base do trabalho, da mesma forma como fiz nas duas vezes que fui Prefeito.Eu não aceito esse tipo de coisa. Você contamina a administração. Por duas razões. Primeiro porque a maioria indicada não é competente. Segundo porque o governante fica com receio de demitir e ter problema político. Você vê isso no Estado, no Governo Federal em tudo quanto é lugar. Sabe que o sujeito no Governo Federal teve acusações pesadas de corrupção, ai demora para demitir, tem que arrumar pra ver que é que vai pro lugar. Uma confusão. E a cidade de Salvador não está podendo tolerar essas coisas, nem um candidato que vá pra lá para fazer trampolim para ser candidato a Governador ou para ser candidato a senador. Salvador não está podendo se dar a esse desprazer.
BTD – O senhor foi prefeito duas vezes e, certamente, seus adversários vão tentar levantar coisas desse passado. O senhor está preparado?
MK – Preparado sim. Sempre. Preocupado e pensando nisso? Nenhum pouco. Sinceramente. Deixa vir. A gente conhece, é coisa requentada. Vou responder a todos calmamente, com absoluta tranquilidade. Não tenho o menor receio quanto a isso.
BTD – Porque o PMDB ficou isolado nessa eleição? Lúcio Vieira Lima (presidente estadual do partido) conversou com diversos partidos e as conversas não foram adiante.
MK – A ideia inicial era fazer a unidade das oposições, que nosso amigo Neto [ACM Neto, candidato a prefeito pelo DEM] não quis, porque achou que estava forte, quis sair candidato.
BTD – O senhor acha que ele é responsável por essa unidade não ter dado certo?
MK – É claro. O único. Ele sabe disso. Ele tem direito de fazer isso, esta bem na pesquisa. Ele dizia sempre que queria ser candidato a Governador. Ele dizia ‘não quero prefeitura...’, mas num determinado momento ele começa a sentir que está bem e muda. Não é o direito dele? Total. A única falha que eu vejo é ele não ter comunicado isso a gente. Porque a gente vinha conversando. Não custava nada ele chegar e dizer: ‘olhe, pessoal, mudei de ideia . Cada um agora que cuide de si que eu vou é fazer aquele arranjo em São Paulo, que esmagou Imbassahy à toa também. E Imbassahy não vai apoiar ele. O PSDB foi, mas não levou a principal figura, que tem voto em Salvador. Com isso aí, o PMDB continuou procurando, conversando, num determinado momento nós tínhamos a possibilidade de termos um ou outro partido. Eu disse não. Aí foi interferência minha. Não é bom, isso vai trazer problema se a gente ganhar, eu não quero, prefiro me arriscar e ir sozinho.
BTD – O senhor acha que o governador Jaques Wagner entrou nessa jogada para deixar o PMDB sozinho e de repente esvaziar a candidatura de vocês?
MK – Não. Não acredito. Acho que o governador ajudou o candidato dele a fazer essa aliança com 14 ou 15 partidos. Mas não no sentido de esvaziar. Ele está tentando, e está no papel dele, fortalecer ao máximo o candidato dele.
BTD – Com essa greve dos professores - houve antes a greve da PM -, o senhor acha que a participação de Wagner na campanha pode ser ruim para a candidatura de Pelegrino?
MK – Não, não acho não. Eu acho que o PT, e aí Nelson Pelegrino também, vão sofrer com isso, mas a figura do governador é uma pessoa muito simpática, fala bem na televisão. Agora, acho que o PT vai ter um desgaste, claro, é normal, não é?
BTD – O senhor pretende fazer uma campanha mais corpo a corpo com a população ou está se preparando mais para o horário eleitoral e os debates?
MK – Para as duas coisas. Os debates começam no princípio de agosto. Temos o mês de julho todo, o programa eleitoral começa em agosto. Então, daqui pra lá é corpo a corpo. Eu gosto.
BTD – Esse final de semana, Nelson Pelegrino e ACM Neto fizeram corpo a corpo, sobretudo no Subúrbio, onde tem a maior parte do eleitorado, e o senhor fez alguns encontros reservados. Por que isso?
MK – Porque eu tenho uma coisa na minha cabeça, acho importante. Um pouco de simbologia muito forte que é começar minha campanha pelo Centro Histórico e o dia ideal para começar a campanha no centro histórico é na terça-feira da benção, do Olodum, que eu ajudei, eu que fiz a sede do Olodum, sempre ajudei. Eu preferi perder dois dias. Acho que isso a gente recupera.
BTD – Agora, caso o senhor não seja eleito, no segundo turno quem o senhor vai apoiar?
MK – Eu não posso dizer isso. Eu estou pensando quem é que vai me apoiar no segundo turno.
BTD - Mas o senhor disse, dias atrás, que tinha preferência por Pelegrino.
MK – Não. Preferência em saber qual dos dois vai me apoiar. Eu estou preocupado com isso. Eu vou pro segundo turno. Vou batalhar pra ir, porque posso até morrer no meio do caminho.
BTD – A escolha do seu vice foi um mistério. Na verdade, tinham vários nomes sendo especulados menos o dele. Ele foi escolhido por ser jovem e negro?
MK – Várias razões. A principal por ser jovem. Eu tenho muito marcado em mim o fato de ACM ter me escolhido para ser Secretário de Planejamento com 26 anos e vários outros jovens foram trabalhar comigo. A juventude é extremamente importante. A ela tem que ser dado espaço para voltar a participar da vida política, que eles têm participado muito pouco. Foi uma escolha pessoal. Achei que é importante alçar ele, não pelo fato de ser negro, branco, amarelo azul nada disso. É sobretudo um jovem inteligente, preparado e com capacidade de me ajudar em uma eventual administração.
BTD – O senhor falou de um ponto positivo na administração de João Henrique, que foi a atuação do secretário Jose Carlos Brito. Mas o senhor não falou de obras que tiveram a participação de Geddel, enquanto Ministro da Integração Nacional, como a Avenida Centenário, Imbuí. O senhor não vê importância dessas obras?
MK – Eu falei que o PMDB enquanto esteve no Governo requalificou tanto a administração que conseguiu elegê-lo (João Henrique). Só não entrei especificamente em obra tal e qual, mas requalificou.
BTD – Para a gente encerrar, deixe um recado para o eleitor.
MK – (risos) Salvador tem jeito, Mário para Prefeito.
Esta é uma entrevista para deixar bem nutrido de saberes qualquer cidadão, principalmente o soteropolitano. Numa abordagem corajosa, sem medos de possíveis "conflitos" com setores organizados da sociedade, aliás, como deve ser da natureza de todo intelectual, o professor de Geografia da UFBA, Clímaco Dias, trata de maneira saborosa, pois é saber e sabor andam juntos, temas pertinentes à condição humana na cidade do Salvador, além de falar de política, feminismo, luta negra, Carnaval e outras características da nossa querida metrópole e de sua gente. Tudo isso, com pitadas de muito bom humor, o que, talvez, seja a principal característica desse sergipano, de há muito já considerado baiano, ou uma espécie de isca para que os vários conhecimentos que detém, e que sabe expressar com maestria, nos envolva não só pela cabeça, como também pelo gastro. Leitura imperdível. Boa leitura. Por Edson Miranda
O bancário e militante comunista Geraldo Galindo visitou recentemente a Palestina. Conta neste artigo o que viu na "terra santa", lugar onde a mistura de religião e política inspira preconceito, racismo, dominação política e genocídio. Um relato de quem esteve lá, agora, e não somente ouviu falar.
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