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Professores da Ufba encerram greve

Decisão foi tomada após plebiscito virtual

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LÍCIA FONTENELE|DO BAHIA TODO DIA | 05/09/2012 | 15H12 ATUALIZADO ÀS 16H14


Em plebiscito realizado pela APUB Sindicato durante os dias 3, 4 e 5, deste mês, através da web, 460 professores confirmaram votos favoráveis ao encerramento da greve na UFBA, UFRB e IFBA; 37 votaram contra.

 

Com o resultado, divulgado ao meio dia de hoje, a presidente da entidade, Silvia Ferreira, declara que os docentes oficializaram o desejo de retorno às atividades que estavam paradas há 97 dias.

 

"A votação eletrônica ocorreu com tranquilidade. A opção pela web foi escolhida para evitar confrontos, já que havíamos rompido com o comando de greve desde o dia 3 de agosto, quando foi assinado acordo com governo", disse ao BAHIA TODO DIA.

 

Filiada ao Sindicato de Professores de Instituições Federais de Ensino Superior (Proifes), a Apub já havia aceitado o reajuste oferecido pelo governo federal com percentuais que variam de 25% a 40%.

 

A instituição ainda informou ao BTD que, nesta quarta (5) comunicará oficialmente o resultado aos reitores das instituições, conclamando a divulgação imediata do novo calendário letivo e a volta dos(as) docentes ao trabalho.

 

Com o fim da paralisação, milhares de universitários baianos prejudicados e sob a ameaça de perderem o semestre respiram aliviados e mantém a esperança de cumprirem um calendário alternativo, que será divulgado pelos órgãos superiores da Universidade.

 

Categoria deve confirmar decisão do plebiscito

O comando de greve da Universidade Federal da Bahia (Ufba) através de nota enviada à imprensa sinalizou nesta quarta (5), o fim da paralisação para o dia 13 de setembro, com retorno das atividades no próximo dia 17. Apesar do indicativo, que segue uma tendência nacional, a decisão só será tomada pelos professores em assembleia que acontece na tarde de hoje, na Faculdade de Arquitetura, quando pode chegar ao fim o movimento iniciado no dia 29 de maio.

 

De acordo com Miguel Accioly, um dos representantes do comando de greve local, o objetivo é que a Ufba encerre a greve unificada com as outras instituições federais de ensino superior, mas "é possível que uma decisão completamente oposta ao indicativo seja tomada pela categoria", explica o professor.

 

Segundo o comando de greve local, a data de saída da paralisação respeita a indicação do comando nacional de greve, que pede que as instituições federais estabeleçam um marco temporal de suspenção do movimento entre os dias 10 e 14 de setembro, e permite todas as universidades em greve deixem o movimento de maneira unificada.

 

Em assembleia realizada nesta terça (4), os professores da Universidade Federal do Recôncavo (UFRB) decidiram manter a paralisação, mas também indicaram o fim da greve para o próximo dia 13.

 

No último domingo (26) o governo encerrou as negociações com os servidores públicos federais em greve. O Ministério do Planejamento deu prazo até a última quarta (29) para que os representantes das categorias assinassem os acordos concordando com o reajuste de 15,8%, dividido em três anos. As categorias que não concordarem ficarão sem aumento.


No caso dos professores, a proposta do governo é formada por reajustes que variam entre 25% e 40%, nos próximos três anos, e redução do número de níveis de carreira de 17 para 13.

 

O impacto orçamentário da contraproposta é da ordem de 9,4 bilhões para atender cerca de 134 mil docentes em todo país, o gasto por docente seria da ordem de R$ 7.014 em dois anos (2013/2014). Os professores também reclamam que a proposta do governo não recupera as perdas salarias acumuladas em 2010 e em 2012.

 

Com informações do Correio



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