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Golpe

Em apenas 17 dias, cai segundo ministro do governo golpista

DO BAHIA TODO DIA 30/05/2016 | 19h00

Os grampos do ex-presidente  da Transpetro, Sérgio Machado, acaba de derrubar outro ministro do governo golpista de Michel Temer. Pressionado até pela Globo, que  pediu em editorial a sua demissão (uma forma de preservar o golpe), Fabiano Silveira, da Transparência, entregou a carta de "tchau querido" ao usurpador da cadeira presidencial. É o segundo em 17 dias. Romero Jucá, do Planejamento, já havia caído quando veio à tona os áudios dele tramando contra Dilma e contra a Operação Lava Jato. 

Nas gravações, Fabiano Silveira aparece orientando Renan Calheiros e Sérgio Machado a como agir perante as investigações da Lava Jato, Operação que ele criticou duramente. Os áudios foram exibidos pelo programa "Fantástico", da TV Globo. Em uma das gravações, após Machado criticar o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, Silveira disse: "Eles estão perdidos nessa questão [da Lava Jato]".

As conversas gravadas por Machado parecem ter a força explosiva da dinamite. Já derrubou Jucá e Fabiano. Colocou mais sujeira na biografia de José Sarney e Renan Calheiros. Tornou Aécio Neves (PSDB) um mudo presidente de partido. Botou os 11 ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) na lata do lixo da história. E parece não querer parar. É esperado, com ansiedade, as conversas dele com o golpista Michel Temer.  

A queda do ministro da Transparência, Fiscalização e Controle é o emblema de que este governo não tem qualquer condição para ficar no Planalto. Mesmo com todas as denúncias de corrupção contra o governo do PT, em 13 anos e quatro meses, nunca um ministro da Controladoria Geral da União (CGU), que antecedeu a pasta de novo nome, foi demitido sob suspeita de malfeitos. 

Nesta segunda (30), tão logo o golpista Michel Temer deixou vazar à imprensa que não demitiria Fabiano Silveira, vários auditores do ministério que ocupavam funções comissionadas entregaram os cargos. Um ato de protesto de servidores do órgão impediu a entrada do ministro. Em carta, a Transparência Internacional, criticou o usurpador. Pelo visto, ele não suportou a pressão e mandou Silveira se demitir. 



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