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Golpe

Grandes atos gritam Fora Temer em todo o Brasil e mídia não vê

DO BAHIA TODO DIA 11/06/2016 | 09h15

Apesar de a grande imprensa ignorar solenemente os grandes atos contra o governo golpista, mostrando sua participação ativa no golpe midiático-parlamentar sofrido por Dilma, em quase todas as capitais brasileiras centenas de milhares de pessoas foram às ruas nesta sexta (10). Foi a resposta do povo ao chamado das frentes Brasil Popular e Povo sem Medo. Em Salvador (foto), uma passeata saiu do Campo Grande até a Praça Castro Alves, reunindo cerca de 30 mil pessoas. 

Presente no ato, o ex-governador baiano e ex-ministro Jaques Wagner lembrou a importância dessas manifestações. “Essa caminhada mostra a força do povo, daqueles que votam na presidenta Dilma e não aceitam a situação do nosso país. Essas ações são de grande importância, pois mostram aos golpistas que não nos calaremos diante de tanta injustiça”, disse ele. 

Em São Paulo, a avenida Paulista foi tomada por 100 mil pessoas, aos gritos de Fora Temer. O ex-presidente Lula participou da atividade e disse que os que apoiaram o golpe agora estão com vergonha. Ele defendeu o legado de seu governo e do de Dilma. Eu tenho orgulho do que fizemos neste país. A primeira coisa foi provar que o pobre não era problema era a solução. A segunda foi provar que aumentar o salário mínimo não era inflacionário e aumentamos 74%. A terceira foi provar que a gente poderia durante 12 anos dar aumento real para os trabalhadores sem causar inflação”, relembrou.

A presidente da UNE, Carina Vitral, r4eafirmou que a entidade não reconhece Michel Temer como presidente. “A manifestação tem como principal mote o Fora Temer. Porque não entendemos que este seja um governo legítimo, não reconhecemos esse governo e principalmente porque ele é um governo de ataque aos movimentos sociais e de ataque aos direitos sociais e de criminalização dos movimentos sociais e de repressão”, disse. 

No Rio de Janeiro, em ato que reuniu 50 mil pessoas, foi apresentada  a adaptação do clássico Carmina Burana, de Carl Orff,  feita por músicos cariocas. A versão foi executada a primeira vez na ocupação da sede fluminense do Ministério da Cultura e desde então já fez parte de várias manifestações contra o governo golpista mostrando um forte engajamento dos artistas.



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