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Golpe

PGR diz que Temer e PSDB conspiraram contra a Lava Jato

DO BAHIA TODO DIA 15/06/2016 | 10h05

Ao negar a prisão de caciques do PMDB (Renan Calheiros, Romero Jucá José Sarney), nesta terça (14), o ministro Teori Zavascky, do Supremo Tribunal Federal (STF), retirou o sigilo dos pedidos feitos pelo Procurador Geral da República, Rodrigo Janot. Ao analisar as peças, claramente, a PGR deixa claro que em sua opinião houve um conluio entre o golpista Michel Temer e o PSDB para conspirar contra a Operação Lava Jato. 

Para Janot, nomeações de ministros do PMDB e a distribuição de cargos ao PSDB pelo pelo golpista integravam um plano para encerrar a Lava Jato. A "solução Michel" tinha objetivo de "construir uma ampla base de apoio político para conseguir, pelo menos, aprovar três medidas de alteração do ordenamento jurídico em favor da organização criminosa": a proibição de acordos de colaboração premiada com investigados ou réus presos; a proibição de execução provisória da sentença penal e a alteração do regramento dos acordos de leniência.

Para a PGR, os áudios de Sérgio Machato, ex-presidente da Transpetro, mostram que até a colocação de Fabiano Silveira, já demitido, no Ministério da Transparência cumpria o objetivo. "O que está por trás da trama criminosa - com a fantasia mambembe de processo legislativo - voltada para engessar o regime jurídico da colaboração premiada é apenas o interesse de parcela da classe política, que se encontra enredada na Operação Lava Jato, em especial os senadores Renan Calheiros e Romero Jucá e o ex-presidente José Sarney, em evitar acordos dessa estirpe que revelem a corrupção endêmica em que incorrem continuadamente por anos e anos a fio (que admitem e comentam sem reservas nas conversas gravadas)", diz o pedido ao STF. 



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