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Golpe

Em mais um encontro na calada da noite, Temer recebe Cunha

DO BAHIA TODO DIA 28/06/2016 | 09h45

Depois de se encontrar em mangas de camisa com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, em plena noite de um sábado, o golpista Michel Temer recebeu na noite de domingo (26), também para um encontro fora da agenda, o presidente afastado da Câmara, o gangster Eduardo Cunha (PMDB-RJ). 

Seria mais um momento escandaloso da política brasileira, mas para quem tem uma imprensa como a do Brasil, o encontro de um presidente que assumiu o poder por um golpe que foi contruído pelo bandido (palavras da PGR) que ele recebe fora da agenda, sequer merece atenção do jornalismo político. Nesse país dos dias atuais, para os grandes meios de comunicação, o errado deixou de existir desde maio. 

Coube ao colunista de O Globo, Bernardo de Mello Franco, uma das poucas penas na grande imprensa brasileira a não se render ao cinismo, registrar com ironia cruel o encontro entre o golpista e o gangster: “Agora o Partido dos Arrependidos ganha a adesão de defensores do impeachment que sonharam com o fim da corrupção e acordaram num país governado pelo PMDB. No domingo (26) à noite, enquanto muitos dormiam ou assistiam à final da Copa América, Michel Temer recebia o réu Eduardo Cunha no Palácio do Jaburu. Não devem ter conversado sobre futebol".

Evidente que Temer conversou com Cunha uma maneira de salvar o mandato do deputado na Câmara. O golpista deve ao gangster (e ao STF também) ter chegado à Presidência de maneira tão ilegítima. Todos que acompanham a política sabem que Cunhas não aceitará perder o mandato e o foro privilegiado sem atirar. E o alvo principal de su artilharia é exatamente o usurpador da cadeira presidencial. 

Ou seja, foi papo de bandidos, para tramar contra a ética e o combate aos malfeitos. Para o silêncio da grande imprensa.  



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