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Golpe

Perícia do Senado diz que Dilma não cometeu pedalada fiscal

DO BAHIA TODO DIA 28/06/2016 | 10h20

O golpe midiático-jurídico-parlamentar sofrido pela presidenta Dilma acaba de sofrer novo revés com a divulgação da perícia do Senado que, de forma contundente, diz que ela não cometeu a propalada pedalada fiscal. Com isso, cai o último argumento jurídico que justifique o ilegal, injusto e anti-democrático processo que visou desrespeitar 54,5 milhões de votos. 

Não existia dúvidas de que Dilma não cometeu crime passível de perder o mandato. O problema é que precisava-se ter o aspecto jurídico, já que o político estava claro. E agora tem. Se o Senado confirmar o processo de cassação da presidenta o Brasil estará, irreversivelmente, com sua história política manchada por mais um golpe de estado. 

A própria líder do governo golpista no Senado, Rose de Freitas (PMDB-ES), confessou em entrevista à Rádio Itatiaia, de Belo Horizonte, que ninguém leva a sério a tese das pedaladas fiscais. Está mais que claro que tratou-se de uma conspiração da elite corrupta brasileira para afastar uma presidente honesta do cargo. 

Escalados para diminuir o peso da perícia, articulistas adestrados da grande imprensa, que apoiou a quebra das regras democráticas, trataram de confirmar o golpe. Segundo Dora Kramer e Eliane Cantanhêde, do Estadão, a perícia não deve mudar um único voto, porque o impeachment seria um processo político – e não jurídico.

Elas só se esqueceram de combinar isso com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Ricardo Lewandowski, que é quem presidirá o processo de votação do impeachment após a comissão do Senado encerrar seus trabalhos. Se se confirmar a tese das duas colunistas adestradas e o golpe se confirmar, o presidente da Alta Corte do país terá participado de um processo político e não jurídico. Ou seja, terá participado de um golpe. 





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